A vacinação é a principal medida de prevenção de muitas doenças infecto-contagiosas. Não é à toa que a maioria delas está no Calendário Nacional de Vacinação e disponível em toda rede pública. A rubéola é uma dessas doenças, cuja única forma de preveni-la é através da vacina. Apesar de ser uma doença que os médicos costumam chamar de “próprias da infância”, pode ser adquirida também por adultos.
A rubéola é causada pelo togavírus do gênero Rubivirus. É transmitida através da inalação de gotículas de secreção nasal de pessoas contaminadas ou pelo cordão umbilical, no caso do feto. É nessa situação que a rubéola pode ser extremamente perigosa, pelo risco de causar dano fetal. Mulheres infectadas no primeiro trimestre de gestação podem ter um risco de até 90% de sofrer um aborto espontâneo. O bebê pode nascer e morrer ou apresentar a Síndrome da Rubéola Congênita, caracterizada por anomalias congênitas, como surdez, cegueira, malformações cardíacas e retardo mental.
Os sintomas mais comuns da rubéola pós-natal são febre, manchas e urticárias na pele, que duram aproximadamente três dias, além do aumento dos gânglios linfáticos. No entanto, algumas pessoas não apresentam sintomas, caracterizando a forma subclínica. O período de maior contágio ocorre desde sete dias antes do início do exantema (manchas na pele) até sete dias após o seu surgimento. As crianças nascidas com a Síndrome da Rubéola Congênita podem permanecer como fonte de contágio por até um ano de vida.
O Ministério da Saúde está preparando uma campanha inédita e de grande dimensão contra a rubéola, que começa no dia 9 de agosto de 2008. A Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola pretende vacinar cerca de 70 milhões de pessoas de ambos os sexos durante cinco semanas. A imunização será feita de duas frentes: com a aplicação da vacina Dupla Viral (sarampo e rubéola) em homens e mulheres com idade entre 20 e 39 anos de todo país, e por meio da vacina Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola) em pessoas entre 12 e 19 anos. Mulheres grávidas não devem ser vacinadas.
A campanha faz parte de uma ação preventiva para evitar a disseminação na doença. Neste ano o foco principal são os homens, já que nos anos anteriores, mulheres e crianças foram o alvo. A ação está inserida no compromisso firmado pelos países das Américas durante a 44a Reunião do Conselho Diretor da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) para eliminar até 2010 a rubéola e a Síndrome da Rubéola Congênita.
Saiba Mais | ||
Fonte: Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Imunizações, Fundação Oswaldo Cruz. Autor: Thaís Vieira